Sementes na terra... estrelas no céu...








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terça-feira, 10 de janeiro de 2017


Não penso que a vida seja fácil de ser vivida.
Também não acho que seja difícil.

Tudo depende da maneira que enfrentamos e que levamos nossos dias.

Eu tento levar a vida com esperança, olhar firme, passos decididos...

Sei para onde quero ir e onde quero chegar...

Sei que a estrada é longa... que tem pedras... que machuca os pés...

Que o sol é quente... que as vezes chove temporal...

Mas sei também que no final do caminho,
tem uma grama verde e uma arvore com sombra refrescante me esperando...

E ao lado dela, estará você!

Para que receber num abraço carinhoso de saudade..."

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Meu canto...

E ela disse:

"Hoje meu canto é triste...
hoje meu canto é frio!
Hoje meu canto está incompleto... vazio...

Mas meu canto não será sempre assim
Branco
Vazio
Incompleto
Triste
Frio...

Em breve, eu sinto que em breve,
meu canto será colorido
Aconchegante
Cheio de almofadas macias
Com cheiro de novo
Com o gosto doce do carinho...

Não há mal que dure para sempre!
Não há tempestade que não passe!
Tem a escuridão sim, mas depois virá a luz!
Tem noite fria, mas depois virá o dia de sol!
Tem dor,muita dor, decepção, mas depois virá o riso e a alegria!"

E, esperançosa, ela repetia para si própria:

"Meus dias de dor estão passando,
Minhas noites frias estão ficando para traz.
Eu creio que este caminho escuro está chegando ao fim!
E haverá sol, vento suave, brisa fresca da manhã,
canto de pássaros, arvore frondosa, grama verdinha e muitas flores!
Abraço carinhoso, sorriso amigo, olhar de paz!
Eu creio! eu creio!"

E cheia de esperanças, ela fechou os olhos e sorriu...
E adormeceu sem medo de novos pesadelos...



sábado, 16 de maio de 2015

Uma caixinha, por favor...

E ela, entre lágrimas, suplicou: "Por favor, alguém me arruma uma caixinha? Por favor...Preciso guardar minha dor..."

Ela não conseguia dormir. Seu coração doía muito... A dor cortava sua alma... Dor de tristeza, dor de saudade, dor das lembranças, dor da decepção, dor da frustração, da falta, da dificuldade em desapegar... Era muita dor... e a dor sangrava dentro do seu peito.

"Por favor, me arruma uma caixinha? Preciso guardar a minha dor!"

Nem uma resposta. Silêncio total! Só o palpitar de seu coração...

Pergunto: uma dor pode ser semente? Uma dor pode organizar letras? Uma dor pode se transformar em palavras, num texto?

E disse a ela: "Tente transformar sua dor em palavras... quem sabe assim ela se dilui..."

Sabe, não acredito que os encontros na nossa vida só sejam para sofrimento... Sempre acreditei que o amor supera tudo... Não supera? Sempre acreditei que, com um pouco de boa vontade, as pessoas conseguem se entender. Sempre acreditei que no final tudo dá certo... Não é assim?
Estou errada?

Oh, meu Deus, como são salgadas as lágrimas...

Ouço mais uma vez o mesmo apelo: "Cadê a caixinha? Tudo ficou tão pequeno, que uma caixinha pequena mesmo serve. Para colocar uma dor... um amor. E guardar... E esquecer dentro de um armário..."

Mas, novamente pergunto: "Será que se esquece um amor quando está impregnado na pele, nas musicas, no luar, no cheiro, na pele, nas poesias... Será que se esquece um amor??? Será que uma semente de amor morre?"

A intensidade das coisas determinam o seu valor: uma musica, casais dançando, uma moto, uma cachoeira, um gramado azul, uma estrada, um rio transparente, uma ponte, uma lágrima; uma música, palavras duras, casca dura, uma esperança, um sonho, um desejo; um caminho, uma cruz, uma vontade; desentendimentos, discórdias, desunião, dor; superação, constrangimentos, esperança; uma viagem, um avião,um milagre; sorrisos, música, um rio largo e tranquilo, mais música; um casal dançando, uma brisa leve, um sorriso de paz, de sonhos, de esperança; uma arvore de tronco machucado e galhos e folhas finas, um sol que se escondendo devagarinho; uma volta, uma lágrima, uma decepção.

"Por favor, cadê a caixinha? Nela tem que caber moto, musica, por do sol, rio, avião, esperança, sonhos e lágrimas..."

domingo, 9 de novembro de 2014

Um olhar através das sombras...

Assim foi o escrito que ela escreveu e que eu, por acaso, encontrei:

"Nunca gostei das sombras. Sempre fui da luz, do dia, do sol,do riso aberto, do abraço fraterno.

Nunca gostei de nada pela metade: nem meio sorriso, meias palavras, frases incompletas, filmes inacabados, histórias sem fim.

Nunca gostei de me sentir pressionada, dividida, andando em uma linha ou a beira de um abismo.

Aventuras nunca foram meu forte: sempre gostei das coisas seguras, da terra, do chão, dos limites, da segurança, das pontes, da união, do circulo - que torna tudo mais firme e seguro.

Ouvi a pouco na TV, por uma pessoa simples que o "vicio afetivo é o mais difícil de se vencer". Na hora não entendi direito, mas a partir dessa fala, senti vontade de escrever.

Sinto que estou longe de mim... distante daquilo que é a minha essência de pessoa... limitada, presa, como se vivesse apertada dentro de um vidro. Vidro escuro. Que não me permite ver a luz ao redor.

Sinto falta da luz... que vem do sorriso das pessoas que amo...

Sinto falta dos meus domingos de riso... quando no final da tarde estava sim exausta, mas com o coração limpo, coberta e protegida por um carinhoso amor filial.

Hoje, parece que não mais descanso... que não tenho mais a alegria pura que sempre esteve presente no meu coração.

Nem sei para quem escrevo isso agora... Acho que é para mim mesma... Na verdade, eu estou com saudades de mim!!!

Da minha esperança, da alegria, do sorriso, da generosidade sempre latente em meu coração, da capacidade de comunicação, a preocupação com o outro sempre foram coisas importantes para mim... Saudades do final de tarde, de passeios a beira mar, da troca de historias engraçadas, dos sorriso, das pessoas amigas que sempre estiveram presentes na minha vida.

Hoje, domingos vazios... sombras a noite... muitas sombras. Não quero isso para minha vida... não quero!

Lembro de um sonho que tive há muitos e muitos anos, que via num onibus desgovernado que batia numa cerca de arame farpado e não conseguia seguir a diante. Lá, bem longe se via uma luz... Havia uma luz, mas... como fazer para romper aquela cerca tão alta e encontrar a luz?

Acho que estou vivendo este sonho... ou este pesadelo! Quero romper a cerca, ultrapassar os obstáculos, buscar a luz...

Deveria encontrar forças seguir em frente... mesmo que ainda tenha sombras... mesmo que tropece... mesmo que me machuque... porque os machucados se curam com o tempo, não é?

Acabei de ver um texto que me chamou atenção. Diz assim:

"Se eu posso te dar um conselho, eis aqui: Não mendigue atenção de quem quer que seja. Não se esforce para compartilhar minutos com quem está mais interessado em coisas que não te incluem. Não prolongue a conversa apenas para ter o outro por perto, quando você perceber que precisa se esforçar bastante para que o monólogo vire um diálogo. Esqueça. Prefira a sua solidão genuína à pseudo presença de qualquer pessoa. Ainda digo mais: Perceba que existem pessoas que curtem dividir a atenção contigo sem que você precise desprender esforço algum. Aproveite o que te dão de livre e espontânea vontade. Dispense o que te dão por força do hábito ou por conveniência. Esqueça o que não querem te dar. Cada um dá o que pode" - Mario Calfat

Novamente me pergunto: para quem estou escrevendo tudo isso? E respondo: para mim mesma... para mim mesma...

Um simples desabafo através das sombras... um olhar para a luz distante..."


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Assim foi seu desabafo

sábado, 24 de agosto de 2013

Quis um dia ser jardineira...


Como ave, retorno ao meu ninho.
E sinto que continua macio...
Desço devagar... com calma... com zêlo.
Continua macio...
No meu retorno, fecho os olhos e penso nos versos de Cora Coralina:


Coração é terra que ninguém vê

Quis ser um dia, jardineira de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata nada criei.
Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente
a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu na terra dura
da ingratidão
Coração é terra que ninguém vê - diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho - teu coração.
Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei...


Cora Coralina
(1889-1985)

Mais sobre Cora Coralina em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Há muito tempo não escrevo... Mas sinto saudades do tempo que escrevia todos os dias...
Foram tempos de esperança, sei lá. De luta, de vontade de construir uma vida diferente. Passou.

Hoje uma melancolia enche minha alma.
Tropecei, sei lá! Me machuquei... estou ferida.
Dóiiiii muito... Doi mesmo!!!

A imagem da solidão é com um dia branco, sem cor... Ou uma noite escura, sem luar.

Luz? Onde estará???

Cores? Cadê minha caixa de pinturas???

Final de dia... Dia sem cor...

terça-feira, 31 de julho de 2012

As flores que perfumam a noite...

A noite é de luar
o jardim está silencioso... tudo adormece preguiçosamente!

Apenas as flores da noite exalam seu perfume.
Suas pétalas se abriram e o seu perfume toma conta de tudo.

Gosto do silêncio da noite.
Gosto muito...

Da quietude, das estrelas, da cor das folhas das plantas...

Hora de deitar na rede... esticar o corpo... sonhar!

Acreditar que tudo vai passar,
que as coisas se renovam
assim como as pessoas...

domingo, 29 de abril de 2012

Faz parte...

Faz parte da vida, o sofrimento, a decepção, o desencanto.

Faz parte da vida, a lágrima que escorre em nosso rosto,
o sorriso adormecido em nossa boca.

Faz parte da vida, o sentimento amargo de que não deu certo.
E que o afeto investido foi em vão.

Mas, eu creio: faz parte também brotar da esperança,
que devagarinho vai abrindo lugar em nosso coração...
e nos permitindo sonhar novamente!

Não dá para fazer de todas as nossas horas, de todos nossos minutos
lamentos tristes...
É preciso fazer florescer a alegria,
é preciso continuar seguindo em frente,
com força e com fé!

A noite escura passa,
A tempestade vai embora,
os raios coloridos do nosso dia chegam e, devagarinho,
tomam conta de tudo!
Trazendo cor e calor!

E eu, hoje, preciso disso... cor e calor!
Preciso muitooooo...
Para continuar vivendo,
para continuar acreditando que vale a pena sentir,
que vale a pena sorrir
que vale a pena amar!!!


a esperança!

sábado, 28 de abril de 2012

O primeiro dia

Hoje é o primeiro dia!
O primeiro de muitos e muitos outros dias que virão depois.
Eu aproveito para refletir e tirar liçoes dos dias passados.

Na vida são muitas as diferenças que existem entre as pessoas:
na cor da pele, na forma de ver da vida, no jeito de andar,
na maneira de sorrir, na alegria, na tristeza, enfim....

E sabe quando as pessoas conseguem verdadeiramente se encontrar?
Quando ambas caminham na mesma direção!

Se estão distantes, fica muito mais facil se ambas caminharem
rapidamente buscando abreviar o espaço que as separa.

Se apenas uma delas caminha, fica mais dificil:
fica impossivel!
A que caminha, pode se cansar, desistir e até achar que a outra nao faz nada para que o encontro aconteça...
E essa diferença de atitude atrapalha tudo...

É assim que hoje vejo as coisas:
Relaçao humana é investimento, é superação, é desejo verdadeiro e forte.

Relação humana é sonho que se realiza através da busca incessante da felicidade
por duas pessoas que nao tem medo,
que olham com firmeza para o horizonte e...
caminham rapidamente.
Uma em busca da outra: sem cansaço, sem desanimos, com certeza e desejos.

Que caminham com firmeza até o momento onde seja
possivel acontecer o pleno e verdadeiro encontro de amor!!!



quinta-feira, 29 de março de 2012

Proteja sim seus pés mas ande com cuidado!

Não ande pela vida desprotegido: proteja seus pés...
o caminho pela frente pode machucá-los (ou não

Na maioria das vezes o caminho não é perfeito:
tem pedras, obstáculos que precisavam ser delicamente removidos.

Não dá prá ir jogando de lado tudo o que a gente encontra pelo caminho de qualquer jeito.
Para tudo na vida há uma forma especial de tratamento.
Aquilo que a gente pensa que já é cicatriz
as vezes ainda é ferida, e dói muito...

Não tem caminhos sem obstáculos
Não tem!
Proteja seus pés!
Senão pode feri-los e não conseguir mais caminhar...
Mas cuide também e olhe com carinho para onde está pisando.

A estrada da vida reserva bons momentos, lindas paisagens
só que as vezes naõ estão logo a nossa frente e precisamos caminhar mais.

Ao parar, esquecendo de onde a gente quer chegar
perde-se tempo e não se chega aos melhores lugares.
Não pare na sua caminhada! Não pare!
E quando for tirar as pedras do caminho, aquela que te atrapalham, faça com delicadeza.
Delicadeza, gentileza são necessárias para o bem viver!

Veja: as vezes tem uma plantinha pequena brotando
e se não agir com atenção, com cuidado, não olhar onde pisa.
pode arrancá-la abruptamente e matá-la.
È triste matar plantinhas!

Por isso, proteja sim seus pés para a caminhada e
tenha cuidado onde pisa e como retira os obstáculos do caminho:
se não tiver cuidado, paciência, delicadeza, compreensão
pode ferir seus pés, desistir da caminhada
matar as plantinhas que estão crescendo
e não chegar as lindas paisagens que estão no final do caminho
a sua espera.

Por IsabelAlvaren