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Uma caixinha, por favor...

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E ela, entre lágrimas, suplicou: "Por favor, alguém me arruma uma caixinha? Por favor...Preciso guardar minha dor..." Ela não conseguia dormir. Seu coração doía muito... A dor cortava sua alma... Dor de tristeza, dor de saudade, dor das lembranças, dor da decepção, dor da frustração, da falta, da dificuldade em desapegar... Era muita dor... e a dor sangrava dentro do seu peito. "Por favor, me arruma uma caixinha? Preciso guardar a minha dor!" Nem uma resposta. Silêncio total! Só o palpitar de seu coração... Pergunto: uma dor pode ser semente? Uma dor pode organizar letras? Uma dor pode se transformar em palavras, num texto? E disse a ela: "Tente transformar sua dor em palavras... quem sabe assim ela se dilui..." Sabe, não acredito que os encontros na nossa vida só sejam para sofrimento... Sempre acreditei que o amor supera tudo... Não supera? Sempre acreditei que, com um pouco de boa vontade, as pessoas conseguem se entender. Sempre acreditei q...

Um olhar através das sombras...

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Assim foi o escrito que ela escreveu e que eu, por acaso, encontrei: "Nunca gostei das sombras. Sempre fui da luz, do dia, do sol,do riso aberto, do abraço fraterno. Nunca gostei de nada pela metade: nem meio sorriso, meias palavras, frases incompletas, filmes inacabados, histórias sem fim. Nunca gostei de me sentir pressionada, dividida, andando em uma linha ou a beira de um abismo. Aventuras nunca foram meu forte: sempre gostei das coisas seguras, da terra, do chão, dos limites, da segurança, das pontes, da união, do circulo - que torna tudo mais firme e seguro. Ouvi a pouco na TV, por uma pessoa simples que o "vicio afetivo é o mais difícil de se vencer". Na hora não entendi direito, mas a partir dessa fala, senti vontade de escrever. Sinto que estou longe de mim... distante daquilo que é a minha essência de pessoa... limitada, presa, como se vivesse apertada dentro de um vidro. Vidro escuro. Que não me permite ver a luz ao redor. Sinto falta da luz... q...

Quis um dia ser jardineira...

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Como ave, retorno ao meu ninho. E sinto que continua macio... Desço devagar... com calma... com zêlo. Continua macio... No meu retorno, fecho os olhos e penso nos versos de Cora Coralina: Coração é terra que ninguém vê Quis ser um dia, jardineira de um coração. Sachei, mondei - nada colhi. Nasceram espinhos e nos espinhos me feri. Quis ser um dia, jardineira de um coração. Cavei, plantei. Na terra ingrata nada criei. Semeador da Parábola... Lancei a boa semente a gestos largos... Aves do céu levaram. Espinhos do chão cobriram. O resto se perdeu na terra dura da ingratidão Coração é terra que ninguém vê - diz o ditado. Plantei, reguei, nada deu, não. Terra de lagedo, de pedregulho - teu coração. Bati na porta de um coração. Bati. Bati. Nada escutei. Casa vazia. Porta fechada, foi que encontrei... Cora Coralina (1889-1985) Mais sobre Cora Coralina em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina
Há muito tempo não escrevo... Mas sinto saudades do tempo que escrevia todos os dias... Foram tempos de esperança, sei lá. De luta, de vontade de construir uma vida diferente. Passou. Hoje uma melancolia enche minha alma. Tropecei, sei lá! Me machuquei... estou ferida. Dóiiiii muito... Doi mesmo!!! A imagem da solidão é com um dia branco, sem cor... Ou uma noite escura, sem luar. Luz? Onde estará??? Cores? Cadê minha caixa de pinturas??? Final de dia... Dia sem cor...

As flores que perfumam a noite...

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A noite é de luar o jardim está silencioso... tudo adormece preguiçosamente! Apenas as flores da noite exalam seu perfume. Suas pétalas se abriram e o seu perfume toma conta de tudo. Gosto do silêncio da noite. Gosto muito... Da quietude, das estrelas, da cor das folhas das plantas... Hora de deitar na rede... esticar o corpo... sonhar! Acreditar que tudo vai passar, que as coisas se renovam assim como as pessoas...

Faz parte...

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Faz parte da vida, o sofrimento, a decepção, o desencanto. Faz parte da vida, a lágrima que escorre em nosso rosto, o sorriso adormecido em nossa boca. Faz parte da vida, o sentimento amargo de que não deu certo. E que o afeto investido foi em vão. Mas, eu creio: faz parte também brotar da esperança, que devagarinho vai abrindo lugar em nosso coração... e nos permitindo sonhar novamente! Não dá para fazer de todas as nossas horas, de todos nossos minutos lamentos tristes... É preciso fazer florescer a alegria, é preciso continuar seguindo em frente, com força e com fé! A noite escura passa, A tempestade vai embora, os raios coloridos do nosso dia chegam e, devagarinho, tomam conta de tudo! Trazendo cor e calor! E eu, hoje, preciso disso... cor e calor! Preciso muitooooo... Para continuar vivendo, para continuar acreditando que vale a pena sentir, que vale a pena sorrir que vale a pena amar!!! a esperança!

O primeiro dia

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Hoje é o primeiro dia! O primeiro de muitos e muitos outros dias que virão depois. Eu aproveito para refletir e tirar liçoes dos dias passados. Na vida são muitas as diferenças que existem entre as pessoas: na cor da pele, na forma de ver da vida, no jeito de andar, na maneira de sorrir, na alegria, na tristeza, enfim.... E sabe quando as pessoas conseguem verdadeiramente se encontrar? Quando ambas caminham na mesma direção! Se estão distantes, fica muito mais facil se ambas caminharem rapidamente buscando abreviar o espaço que as separa. Se apenas uma delas caminha, fica mais dificil: fica impossivel! A que caminha, pode se cansar, desistir e até achar que a outra nao faz nada para que o encontro aconteça... E essa diferença de atitude atrapalha tudo... É assim que hoje vejo as coisas: Relaçao humana é investimento, é superação, é desejo verdadeiro e forte. Relação humana é sonho que se realiza através da busca incessante da felicidade por duas pessoas que nao t...